AGESPISA VOLTA A ATRASAR SALÁRIOS!

O Sindicato dos Urbanitários do Piauí vem, mais uma vez, protestar contra o atraso no pagamento dos salários dos(as) trabalhadores(as) da AGESPISA. Atualmente, 231 empregados estão sem receber salários desde novembro de 2025, bem como a 2ª parcela do 13º salário.
Desse total, 191 empregados encontram-se em aviso prévio, com vencimentos previstos, respectivamente, para os dias 3, 11 e 18 de fevereiro de 2026, permanecendo, portanto, com vínculo empregatício ativo. Soma-se a esse quadro 60 empregados com estabilidade, além de 12 trabalhadores que aderiram ao Programa de Desligamento, mas que continuam trabalhando por necessidade e interesse da própria empresa e do Governo do Estado, sem qualquer data definida para afastamento.
Mesmo diante dessas duas determinações judiciais, até hoje, 13 de janeiro, o Governo do Estado não realizou o pagamento devido a esses trabalhadores, caracterizando reiterado desrespeito às decisões judiciais e aos direitos trabalhistas.
Esse cenário se agrava após a demissão de cerca de 650 empregados(as) em decorrência da entrega do sistema de saneamento básico do Piauí à empresa AEGEA. Mesmo após essas demissões em massa, o Governo do Estado, por meio da AGESPISA, passou também a atrasar sistematicamente os salários daqueles(as) que permanecem com vínculo ativo.
Embora a empresa já possua um histórico recorrente de atrasos, a situação se intensificou após a retirada da operacionalização dos serviços de saneamento. Desde o pagamento referente a julho de 2025, o sindicato tem sido obrigado a acionar reiteradamente a Justiça para garantir o cumprimento da legislação trabalhista e do Acordo Coletivo de Trabalho vigente, que estabelece o pagamento dos salários até o quinto dia útil do mês subsequente.
Na avaliação do Sindicato dos Urbanitários do Piauí, os atrasos salariais não se tratam apenas de dificuldades administrativas ou financeiras, mas configuram uma estratégia de perseguição e pressão, com o objetivo de forçar os(as) trabalhadores(as) a pedirem demissão, submetendo-os a um processo de coação, insegurança e desgaste psicológico absolutamente inaceitável.









