SEGUNDA RODADA DE NEGOCIAÇÃO AXIA ENERGIA: DIVIDIR PARA CONQUISTAR FOI A TÔNICA DA EMPRESA

Na última sexta-feira (20/03), foi realizada a segunda rodada de negociação entre representantes da Axia Energia e o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). Durante a reunião, a empresa apresentou os pontos que pretende manter, modificar ou não contratar no novo acordo.
Ficou evidente a intenção da Axia em avançar no processo de unificação de direitos e benefícios. No entanto, a proposta apresentada segue no sentido de nivelar as condições pelo mínimo praticado, e não pela melhor referência existente entre as bases.
CNE defende unificação com valorização
O CNE reconhece a importância da unificação e dos ajustes necessários diante da nova natureza jurídica da empresa. Contudo, reforça que esse processo deve ocorrer com base na melhor condição, conforme a pauta de reivindicações aprovada pela categoria.
A entidade destaca que a valorização dos trabalhadores é essencial para a construção da nova Axia, especialmente diante do papel estratégico que a empresa busca ocupar no setor elétrico.
Resultados precisam refletir nos trabalhadores
Para o CNE, uma empresa que se apresenta como moderna e uma das maiores da América Latina deve também ser referência na valorização de seu quadro de pessoal.
Transparência, respeito e boas condições de trabalho são considerados requisitos mínimos. Além disso, os resultados positivos alcançados pela empresa devem se refletir não apenas no pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mas na ampliação e manutenção de direitos e benefícios.
A valorização efetiva é apontada como fator fundamental para garantir motivação e permanência dos trabalhadores, evitando que a empresa seja vista apenas como uma etapa passageira.
Próxima rodada será no Rio de Janeiro
A próxima rodada de negociação está marcada para o dia 1º de abril, no Rio de Janeiro.
O CNE reforça que a unidade da categoria será decisiva para o avanço das negociações. A entidade alerta para a necessidade de evitar divisões e rejeitar propostas que retirem conquistas históricas ao nivelar direitos por baixo.
Unidade e mobilização são fundamentais
O coletivo reafirma que uma grande empresa se constrói com a valorização real de seus trabalhadores e trabalhadoras.
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